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POR QUE EXISTEM METEORITOS LUNARES NA TERRA?
(créditos: Vaz Tolentino.)

Informações sobre a Foto

POR QUE EXISTEM METEORITOS LUNARES NA TERRA?

(créditos: Vaz Tolentino.)

AS "CRATERAS SECUNDÁRIAS" E OS METEORITOS LUNARES NA TERRA:

 

O amanhecer em na jovem e bela Cratera COPERNICUS e sua coleção de Crateras Secundárias:

A proeminente cratera de impacto de morfologia complexa COPERNICUS (diâmetro: 93 km, profundidade: 3,8km) localiza-se de forma destacada ao sul do Mare IMBRIUM. COPERNICUS é uma espetacular formação com cerca de 800 milhões de anos (alguns autores consideram 1 bilhão).

A jovem e ampla cratera COPERNICUS possui um dos mais destacados sistemas de “raios brilhantes” da Lua. O forte impacto do asteroide ou cometa que criou a bela COPERNICUS, ejetou grandes quantidades de materiais escavados (escombros) vaporizados e fragmentados, com velocidade balística, para todos os lados por sobre a superfície. Isso criou notórias marcas de trilhas radias à cratera. O material ejetado (poeira fina e esferas de vidro geradas pelo calor do choque) é altamente reflexivo (alto albedo) e cria um destacado contraste luminoso sob a luz solar.

Foto: Lua na fase cheia em 01 de maio de 2026. No destaque, a Cratera COPERNICUS e seu sistema de raios brilhantes. Foto de frame único.

 

COMO E POR QUE OS METEORITOS LUNARES CHEGARAM NO PLANETA TERRA?

 

Citaremos como exemplo, a Cratera COPERNICUS:

O colossal impacto que criou a grande Cratera COPERNICUS, também ejetou escombros que subiram, caíram, impactaram na superfície lunar e criaram um notável aglomerado de minúsculas crateras secundárias no entorno de COPERNICUS.

Porém, alguns desses materiais ejetados para cima, conseguiram escapar da gravidade lunar (velocidade de escape da Lua é apenas 2,38 Km/s) e foram para o espaço. Com o tempo, esses escombros foram capturados pela força gravitacional da Terra e acabaram por atingir a superfície de nosso planeta, na forma de meteoritos.

As referidas crateras secundárias no entorno de COPERNICUS, estão localizadas principalmente a oeste e a noroeste da cratera “fantasma” STADIUS (69 Km de diâmetro), além de algumas delas posicionadas por sobre a própria superfície de STADIUS. As minúsculas crateras secundárias marcaram também, a orla sul do Mare IMBRIUM, onde formaram uma curiosa cadeia linear de cavidades justapostas (conhecido como “catena”).

Foto de frame único em ‎15‎ de ‎junho‎ de ‎2024, ‏‎21:10:42 (16/06/2024, 00:10:42 UT).

Foto executada com apenas 1 frame em 0‎1‎ de ‎maio‎ de ‎2020, ‏‎19:36:46 (22:36:46 UT).

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